Dinheiro e Felicidade

Você rasga dinheiro?

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Você rasga dinheiro?

Algumas vezes ouvi essa pergunta como um definitivo para diagnóstico de loucura. Alguém dizia: “Ele é louco!” E outro contestava: “Ele rasga dinheiro? Não?! Então, louco não é!” E se eu afirmar que todo mundo rasga dinheiro? Por favor, Leia o texto a seguir e me diga se estou louco…

A cena que retrata bem a ideia é de uma pessoa fatiando uma cédula de papel moeda de valor corrente respeitável, por exemplo, uma nota de R$ 100. É fato que, se assistirmos o ato descrito, podemos imputar ao autor, automaticamente, a obrigação de justificar a ação ou assinar um atestado de insanidade.

Mas pergunto: quando nos permitimos desperdícios recorrentes, será que, indiretamente, não estamos “rasgando” dinheiro? Permita-me listar alguns casos típicos:

  • item perecível na geladeira ou despensa que perde a validade antes de ser consumido;
  • um item não perecível que permanece um mês, ou mais, armazenado (caso não tenha sido comprado com um desconto superior aos juros pelos quais o valor desembolsado seria remunerado em um investimento financeiro seguro);
  • peça de vestuário ou calçado que jamais foi usado (comprado por impulso ou naquela promoção “imperdível”);
  • qualquer bem adquirido a preço bem superior à média de mercado, por preguiça de pesquisar na concorrência;
  • jornais e revistas que assinamos, mas não lemos; e
  • academias, clubes e serviços cujas mensalidades pagamos religiosamente, mas não desfrutamos.

Com algum esforço, podemos ir ampliando a lista por um bom tempo. Não tenho receio de errar ao afirmar que qualquer indivíduo das classes médias “rasgam” centenas de reais por ano. As classes inferiores são forçadas, pela escassez de recursos, a serem mais criteriosas nos seus gastos. Já às classes superiores talvez seja “permitido” certa negligência impune, dada a condição de abundância financeira.

A classe média, além dos desperdícios de consumo, também “rasga” algumas cédulas azuis (e não são as de R$ 2,00) ao não adotar uma boa estratégia de investimentos. Deixar alguns milhares de reais que sobreviveram às despesas realizadas, guardados por meses numa Caderneta de Poupança, equivale a desperdiçar centenas de reais em diferença em relação aos rendimentos obtidos em produtos financeiros de segurança equivalente, ou superior, à da tradicional opção nacional para guarda das reservas financeiras.

Chegou à conclusão de que você anda rasgando dinheiro? Benvindo ao clube dos loucos! Mas loucura mesmo é, agora que você já percebeu o que estava fazendo de errado, não fazer nenhuma mudança nos seus hábitos de consumo ou rever suas opções de investimento. Loucura mesmo é falar sozinho. Se você me ouviu, e quer ajuda para se organizar ou redesenhar sua estratégia de investimentos, use o formulário aí abaixo para fazer contato comigo 👇. Estou doido para saber o que este post fez você pensar.

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