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Desbancarização – Parte 1

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Desbancarização – Parte 1

On julho 24, 2017, Posted by , In Meu dinheiro, With 1 Comment

Depois de um breve recesso, a inspiração para voltar a escrever, e o meu tema para uma nova série de textos, vêm de um atendimento que fiz esta semana. Meu cliente, cuja identidade e privacidade serão protegidas por uma questão de ética profissional, veio a mim para buscar orientações no seu processo de “desbancarização”. O que vou escrever nessa série de postagens tem a ver, em parte, com o que falamos naquela sessão, mas vou ampliar para maior benefício dos meus leitores.

O chamado à “desbancarização” foi proposto a primeira vez, segundo me lembro, por uma grande Corretora de Títulos e Valores Mobiliários. O apelo é fazer a transição da tradicional Caderneta de Poupança, ainda o investimento mais popular entre os brasileiros, e outros tipos de aplicações oferecidas pelos bancos comerciais, para outros produtos financeiros mais rentáveis.

O chamado faz sentido quando entendemos que o principal negócio de um banco comercial* não é oferecer boas alternativas de investimentos, mas dar acesso a crédito – ou seja, o banco não quer tanto que o cliente invista, quanto tome dinheiro emprestado. Desta forma, mesmo que eu invista no banco onde eu tenho uma conta corrente, quanto mais rendimentos eu tiver com minha aplicação, menor lucro o banco terá ao emprestar o “meu” dinheiro a outro cliente que lhe pagará juros. Nesse jogo de interesses conflitantes, adivinhe quem vai levar maior vantagem?

Uma vez entendendo que, ao investir meu capital disponível em outro tipo instituição financeira, há maior oportunidade de ganhos, deveria ser fácil “desbancarizar”… mas não é. Acontece que a Psicologia Econômica já comprovou que a aversão às perdas financeiras é maior do que a ambição por ganhos mais elevados. Isso explica porque, mesmo quando racionalmente convencidos da oportunidade disponível, uma barreira emocional para iniciar um nova relação institucional pode nos impedir de superar a inércia e fazer a transição do banco para a corretora.

O cliente que mencionei no início do texto, funcionário público de alto padrão, e financeiramente muito bem educado, ainda assim solicitou meu apoio para superar seus desafios no abandono do ambiente bancário ao buscar maiores rendimentos em seus investimentos. Nos próximos posts da série, vou compartilhar algumas estratégias que eu sugeri a ele, e algumas outras para você que também já entendeu que é preciso fazer a “desbancarização” dos seus investimentos, mas ainda tem suas resistências.

Se você gostou deste texto, e gostaria de deixar um comentário ou pergunta para colaborar com os próximos da série, deixe sua mensagem no formulário aí abaixo 👇 e você estará concorrendo a uma sessão estratégica gratuita comigo, para otimização das suas finanças pessoais (pessoalmente, na cidade do Rio de Janeiro, ou via Skype).

One Comment so far:

  1. […] mencionado no primeiro post , a “desbancarização” dos investimentos esbarra em resistências que têm mais fundo […]

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